(Português do Brasil) Uma taça de vinho no jantar, uma cerveja no fim de semana ou um drinque durante um encontro com amigos.
(Português do Brasil) A pele do bebê é delicada e exige cuidados especiais, principalmente na região coberta pela fralda.
Entrar em um cômodo e esquecer o que foi buscar. Procurar os óculos enquanto eles estão na cabeça. Ter dificuldade para lembrar o nome de alguém conhecido ou aquela palavra que parece estar “na ponta da língua”. Depois dos 50 anos, situações como essas podem se tornar mais frequentes e, para muitas mulheres, coincidem justamente com a chegada da menopausa.
A primeira preocupação costuma ser a memória. Será que esses esquecimentos são um sinal de algum problema? Na maioria das vezes, pequenas falhas ocasionais fazem parte das mudanças que acontecem com o envelhecimento e também podem ser influenciadas pelas alterações hormonais da menopausa.
Durante essa fase, os níveis de estrogênio diminuem significativamente. Esse hormônio não está relacionado apenas ao sistema reprodutivo: ele também participa de diferentes funções cerebrais e influencia áreas envolvidas na memória, atenção e processamento das informações.
Por isso, algumas mulheres relatam uma espécie de “névoa mental” durante a transição para a menopausa. É a sensação de estar mais distraída, esquecer compromissos, perder o fio de uma conversa ou precisar de mais tempo para encontrar uma palavra. Em inglês, essa experiência ganhou até um nome bastante popular: brain fog.
Os hormônios, porém, não explicam tudo. A menopausa frequentemente vem acompanhada de alterações no sono, ondas de calor, mudanças de humor e maior ansiedade. Uma mulher que acorda várias vezes durante a noite por causa dos fogachos, por exemplo, pode passar o dia seguinte mais cansada e com dificuldade de concentração. E quando a atenção está prejudicada, a memória também sofre.
A própria rotina depois dos 50 pode contribuir. Trabalho, cuidados com filhos e pais idosos, responsabilidades domésticas, preocupações financeiras e excesso de informações disputam espaço na mente. Às vezes, aquilo que interpretamos como “problema de memória” é, na verdade, um cérebro sobrecarregado tentando administrar muitas tarefas ao mesmo tempo.
O envelhecimento natural também traz algumas mudanças. Com o passar dos anos, pode ser necessário um pouco mais de tempo para recuperar determinadas informações. Esquecer momentaneamente um nome e lembrar alguns minutos depois, por exemplo, é diferente de não reconhecer uma pessoa próxima. Perder as chaves ocasionalmente também é diferente de não saber para que elas servem.
Essa distinção é importante porque nem todo esquecimento deve ser atribuído à idade ou à menopausa. Alterações que se tornam frequentes, pioram progressivamente ou começam a interferir na autonomia e nas atividades cotidianas precisam ser investigadas. Esquecer compromissos repetidamente, perder-se em lugares conhecidos, apresentar dificuldade para administrar contas ou realizar tarefas que antes eram habituais são situações que merecem avaliação profissional.
Também existem maneiras de cuidar da saúde cerebral nessa fase da vida. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação equilibrada, convivência social e novos aprendizados ajudam a manter o cérebro estimulado. Controlar pressão arterial, diabetes e colesterol também é importante, já que a saúde cardiovascular está diretamente relacionada à saúde do cérebro.
A menopausa é uma fase natural da vida feminina e pode trazer mudanças que vão muito além do fim dos ciclos menstruais. Falar sobre memória, concentração e saúde emocional ajuda a diminuir a ansiedade e permite que cada mulher reconheça o que faz parte dessa transição e o que merece atenção.
Esquecer onde deixou o celular de vez em quando não significa que algo grave esteja acontecendo. Mas perceber mudanças persistentes no próprio funcionamento merece cuidado.
Conhecer o próprio corpo, acompanhar suas transformações e conversar sobre elas com profissionais de saúde continua sendo uma das melhores formas de atravessar essa fase com informação, segurança e qualidade de vida.
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