Uma taça de vinho no jantar, uma cerveja no fim de semana ou um drinque durante um encontro com amigos.
A pele do bebê é delicada e exige cuidados especiais, principalmente na região coberta pela fralda.
Aprender um novo idioma aos 65. Começar aulas de dança aos 70. Descobrir como editar fotografias no celular aos 75. Fazer um curso, tocar um instrumento ou simplesmente aprender uma receita completamente diferente. Há algumas décadas, atividades assim eram frequentemente associadas aos mais jovens. Hoje sabemos que a capacidade de aprender não tem prazo de validade.
O cérebro muda com o passar dos anos, é verdade. Algumas informações podem levar mais tempo para serem processadas e a memória pode não responder com a mesma rapidez da juventude. Mas isso não significa que o cérebro tenha perdido sua capacidade de se adaptar.
Essa capacidade recebe o nome de neuroplasticidade. Ao longo da vida, o cérebro consegue reorganizar conexões e criar novos caminhos em resposta às experiências e aos estímulos que recebe. E as novidades são especialmente interessantes porque exigem atenção, concentração, memória e resolução de problemas.
É por isso que aprender algo diferente pode ser tão estimulante depois dos 60 anos.
Não precisa ser uma atividade considerada intelectual. Aulas de dança desafiam o cérebro a memorizar movimentos e coordená-los com a música. Aprender a usar um aplicativo envolve raciocínio e memória. Cozinhar uma receita desconhecida exige atenção e planejamento. Viajar para um lugar novo estimula a percepção e a capacidade de adaptação.
Os hobbies também cumprem muito bem esse papel. Fotografia, jardinagem, pintura, música, artesanato, leitura e jogos são formas prazerosas de manter a mente ativa. Quando essas atividades envolvem outras pessoas, surge ainda outro benefício: a convivência social.
Manter relações e participar de grupos é especialmente importante durante o envelhecimento. Cursos, atividades culturais, clubes de leitura, grupos de caminhada ou aulas coletivas criam oportunidades para conversar, trocar experiências e conhecer pessoas. Aprender, nesse contexto, deixa de ser apenas um exercício para o cérebro e passa a fazer parte de uma vida social mais ativa.
Existe ainda uma questão emocional. Descobrir que somos capazes de aprender algo aos 60, 70 ou 80 anos fortalece a confiança e a autonomia. Isso ficou bastante evidente com a tecnologia. Pessoas que aprenderam a fazer videochamadas, usar aplicativos bancários, comprar pela internet ou conversar com familiares pelas redes sociais conquistaram novas formas de independência.
Claro que nenhuma atividade isolada é capaz de impedir doenças neurológicas ou garantir que a memória permanecerá intacta. A saúde cerebral depende de vários fatores, incluindo atividade física, alimentação, sono, controle de doenças crônicas, acompanhamento médico e relações sociais.
Mas manter a curiosidade é um excelente hábito.
Talvez seja essa uma das ideias que precisamos rever sobre o envelhecimento. Depois dos 60, a vida não precisa ser uma repetição daquilo que já conhecemos. Pode continuar sendo um período de descobertas.
A idade traz experiência. A novidade traz estímulo. E combinar as duas pode ser uma ótima maneira de continuar aprendendo, se surpreendendo e encontrando novos interesses ao longo da vida.
Então fica uma pergunta: o que você ainda gostaria de aprender?
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