Falamos bastante sobre as mudanças que o envelhecimento provoca nos músculos, nos ossos, na pele e até na memória.
Quando chega outubro, o rosa aparece nas fachadas, nas campanhas e nas redes sociais para lembrar a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama.
Cenoura é legume. Alface é verdura. E o tomate? No dia a dia, costumamos chamar praticamente todos os vegetais salgados de verduras ou legumes, mas esses termos não significam exatamente a mesma coisa.
Na alimentação, a palavra verdura costuma ser utilizada para vegetais cujas partes comestíveis são principalmente folhas, flores ou hastes. Alface, couve, rúcula, agrião, espinafre, acelga e brócolis são alguns exemplos.
Já os legumes incluem outras partes das plantas que utilizamos na alimentação, como raízes, tubérculos, frutos e sementes. Cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, chuchu e pepino entram normalmente nessa categoria culinária.
E aí aparece uma das maiores curiosidades: o tomate, apesar de ser chamado de legume na cozinha, botanicamente é um fruto, porque se desenvolve a partir da flor e contém sementes. O mesmo acontece com alimentos como abobrinha, berinjela, pimentão e pepino.
Na prática, porém, conhecer essas diferenças é menos importante para a saúde do que colocar variedade no prato.
Verduras e legumes fornecem vitaminas, minerais, fibras e diferentes compostos bioativos importantes para o funcionamento do organismo. O consumo regular desses alimentos está associado a uma alimentação de melhor qualidade e ajuda no funcionamento intestinal, na saciedade e na prevenção de diferentes doenças crônicas.
A variedade de cores também merece atenção. Vegetais verdes, amarelos, alaranjados, vermelhos e roxos apresentam diferentes nutrientes e compostos naturais. Por isso, um prato colorido costuma ser uma maneira simples de aumentar a diversidade da alimentação.
A cenoura e a abóbora, por exemplo, são conhecidas pela presença de carotenoides. Vegetais verde-escuros, como couve e espinafre, oferecem folato e outros micronutrientes. Já tomate e outros alimentos avermelhados contêm compostos como o licopeno.
Isso não significa que seja necessário decorar os nutrientes de cada alimento. Uma estratégia muito mais simples é variar. Em vez de consumir sempre alface e tomate, vale alternar entre rúcula, couve, agrião, cenoura, beterraba, brócolis, abóbora, berinjela e tantos outros vegetais disponíveis.
Também não existe apenas uma forma correta de consumi-los. Alguns podem ser servidos crus, enquanto outros ficam mais agradáveis ou adequados quando cozidos, assados, refogados ou preparados no vapor. Alternar as formas de preparo ajuda a tornar a alimentação mais interessante e facilita a presença desses alimentos no cotidiano.
Para crianças, essa variedade pode ser especialmente importante. A aceitação de novos sabores nem sempre acontece na primeira tentativa. Apresentar verduras e legumes de diferentes maneiras, sem transformar a refeição em uma disputa, ajuda a criar familiaridade com esses alimentos desde cedo.
Com os idosos, textura e facilidade de mastigação também precisam ser consideradas. Vegetais cozidos, sopas, purês e outras preparações podem facilitar o consumo quando existem dificuldades, sempre respeitando as necessidades nutricionais e condições de saúde de cada pessoa.
No final, saber se o tomate é um fruto ou se o brócolis é uma verdura rende uma boa conversa à mesa. Mas existe uma informação ainda mais importante: verduras e legumes precisam aparecer com frequência na alimentação.
Quanto maior a variedade de alimentos naturais no prato, maiores são as possibilidades de oferecer ao organismo diferentes nutrientes de que ele precisa.
E, nesse caso, quanto mais colorida a refeição, melhor.
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