É uma cena comum nas noites frias: antes de dormir, muita gente coloca um par de meias para aquecer os pés.
Basta a temperatura cair para os casos de gripe, resfriado e outras infecções respiratórias começarem a aumentar.
Basta as temperaturas caírem para muita gente repetir a mesma frase: “Peguei gripe por causa do frio”. Mas será que o frio é realmente o responsável pelas doenças respiratórias que se tornam mais frequentes nesta época do ano?
A resposta é não. O frio, sozinho, não provoca gripe nem resfriado. Essas doenças são causadas por vírus. O que acontece é que o inverno cria condições favoráveis para que eles circulem com mais facilidade e encontrem um ambiente propício para a transmissão.
Entender essa diferença é importante para adotar medidas realmente eficazes de prevenção.
Nos dias frios, é natural manter portas e janelas fechadas para conservar o calor. Com menos circulação de ar, vírus respiratórios permanecem por mais tempo nos ambientes e encontram mais pessoas reunidas em espaços fechados.
Escolas, escritórios, transporte público e locais com grande circulação tornam-se ambientes propícios para a transmissão de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias.
Outro fator é que, durante o inverno, costumamos passar menos tempo ao ar livre e reduzir a exposição ao sol, o que também influencia nossos hábitos e pode impactar o bem-estar geral.
Embora tenham sintomas parecidos, gripe e resfriado são doenças diferentes.
O resfriado costuma apresentar sintomas mais leves, como coriza, espirros, congestão nasal e dor de garganta.
Já a gripe costuma surgir de forma mais intensa, com febre alta, dores no corpo, fadiga, dor de cabeça e sensação de indisposição. Em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, ela pode evoluir para quadros mais graves, como pneumonia.
Por isso, não é recomendado tratar todas as infecções respiratórias da mesma maneira.
A prevenção continua sendo a melhor estratégia.
Algumas medidas simples ajudam a diminuir a transmissão dos vírus:
Esses cuidados não eliminam completamente o risco de infecção, mas reduzem significativamente as chances de adoecer e de desenvolver complicações.
Na maioria dos casos, gripe e resfriado evoluem de forma favorável com repouso, hidratação e acompanhamento dos sintomas.
No entanto, alguns sinais merecem atenção:
Nessas situações, a avaliação médica é fundamental para identificar possíveis complicações e indicar o tratamento adequado.
O inverno continuará sendo a estação em que as doenças respiratórias aparecem com mais frequência. Mas isso não significa que o frio seja o vilão.
Na prática, são nossos hábitos e a maior circulação de vírus em ambientes fechados que explicam esse aumento de casos.
Conhecer essa diferença ajuda a combater mitos e, principalmente, a adotar medidas realmente eficazes para proteger a saúde da família durante toda a estação.
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